TEMER ESTUPRA O RIO

Nas negociações para viabilizar a ajuda da União ao Rio de Janeiro há elementos extremamente nocivos ao Estado. Entre elas um verdadeiro ESTUPRO CONSENTIDO.

Para ganhar o aval da União a um empréstimo que será feito por um banco privado, o BNP Pariba, instituição envolvida em vários crimes pelo mundo inteiro, inclusive genocídio, o Rio terá que abrir mão de todas as ações judiciais que visam reparar danos financeiros provocados por antigos acordos firmados com a própria União. E mais que isso. O Rio precisa abrir mão de qualquer pleito judicial futuro envolvendo pendências financeiras entre União e Estado, o que estraçalha a saúde financeira do Estado membro pelos próximos muitos e muitos anos.

Se considerarmos que só pelo montante relativo à lei Kandir, pela qual o Rio deve ser ressarcido de prejuízos com a arrecadação do ICMS, o Estado tem a receber da União algo em torno de SESSENTA BILHÕES, vinte vezes mais que o atual empréstimo, podemos dizer que o Rio de janeiro está certamente sofrendo um ato de grave violência praticado pela União. Trata-se de uma inversão completa do pacto federativo. Um estrupo político e financeiro. Uma ação de agiotagem, daquelas perpetradas por bandidos contratados pelo agiota para quebrar os dedos do devedor e estabelecer o terror entre os outros devedores para que estes não tenham dúvidas de que o não pagamento acarretará em punições terríveis. Só que nesse caso o devedor é também credor e tem a receber muito mais do que a pagar. Vinte vezes mais.

Diferentemente dos vários casos de estupros presumíveis tratados escandalosamente pela mídia, estabelecendo inclusive os culpados antes mesmo da apuração do crime, dado o grau de gravidade da coisa, o ESTUPRO INSTITUCIONAL do Rio de Janeiro vem sendo tratado como questão trivial pela nossa imprensa. Os famosos especialistas, sempre a mão quando convenientes, não se debruçam sobre o tema. Pelo contrário, na voz corrente da imprensa o estupro contra o Rio é não apenas inevitável, mas necessário.

De certa forma é compreensível. O principal responsável pela destruição do Rio de Janeiro é um parceiro antigo da mídia e homem de confiança do baronato fluminense. É um dos principais sócios daqueles que contam basicamente com o dinheiro público para potencializar seus lucros. Trata-se de Sérgio Cabral, é claro, que comanda o poder político do Governo de dentro da cadeia, sua La Catedral particular, ao estilo Pablo Escobar. Na outra ponta está Temer e seu fiel escudeiro, Moreira Franco. Todos aguardando avidamente que os bilhões entrem nos cofres do estado para que cada qual possa resgatar a sua parte.

E a vítima do estupro, o Rio de Janeiro, simbolizada por seus servidores, será certamente abandonada numa calçada escura. Uma vítima machucada, aviltada, física e psicologicamente destruída, e a mercê das novas agressões que continuarão ocorrendo pelo menos até 31 de dezembro de 2018.

O máximo que a vítima pode fazer é sonhar com novos governantes, local e nacionalmente, que não sejam bandidos cruéis, meros estupradores do poder público.

É a única esperança para fim do vilipêndio.


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