A MÍDIA GUARAVITA

Umberto Eco, filósofo e escritor italiano, autor do clássico O NOME DA ROSA, afirmou certa vez que a internet empodera os idiotas. O mestre tinha razão.
Temos visto surgir na grande rede uma miríade de veículos vagabundos, dirigidos por pessoas desqualificadas, aquém da mediocridade, e voltados única e exclusivamente a defesa de negócios escusos e inconfessáveis. Negociatas, por assim dizer, como ocorre agora, na tentativa de privatização da Cedae.
O “esquema”, patrocinado por Paulo Guedes, envolve algo em torno de 30 bilhões de reais e num país como o nosso, onde as máfias pululam em cada esquina, é natural que picaretas de toda sorte tentem participar da negociata e garantir o seu quinhão no saque ao patrimônio público.
Entre os tantos vigaristas de plantão, os cedaeanos têm convivido com alguns bastante grotescos, aparentemente achacadores, no melhor estilo Eduardo Cunha, que fazem questão de atacar a Cedae, enquanto instituição pública, e defender os gangsters que preconizam a destruição da Companhia.
Não se trata, é claro, de profissionais importantes, consolidados na carreira ou respeitáveis. São, na verdade, apenas penas de aluguel, dentre as tantas espalhadas pela mídia, principalmente na mídia digital.
Há inclusive sujeitos estranhos e abjetos que nem tem um nome propriamente dito, tem só um apelido que lembra um guaraná de copinho, o Guaravita.
Lançando mão de um texto ruim, mal escrito e truncado como é comum aos detentores de penas de aluguel, os elementos defendem apaixonadamente a negociata da qual a Cedae vêm sendo vítima e atacam, com a dedicação de cães sabujo, todos aqueles que, por sensatez, se opõem à privatização.
Os elementos em questão, estafetas dos privatistas, chegam ao cúmulo de atacar dirigentes da Companhia que não sejam submissos aos gângsters da privatização.
Não há de ser nada. Personagens toscos como esses surgem eventualmente no cenário público. São negocistas menores que se alimentam das migalhas que caem da mesa do banquete. A rigor, meros idiotas que emitem opinião sem lastro na tentativa de ganhar alguns trocados. Vivem disso.
Mas o que esses elementos, tipo Guaraná de Copinho, não sabem é que o jogo ainda não acabou. Pela própria característica teratológica do edital, dificilmente a negociata será consolidada. Há indícios muito fortes de que mais uma vez, apesar de todos os ataques sórdidos, a Cedae será mantida como patrimônio do povo do Rio de Janeiro.
E talvez não sobre para os Guaranás de Copinho da vida nem mesmo uma moeda para pagar ao barqueiro na sua travessia para o inferno.


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